Com base na imagem as visões equivocadas sobre o conhecimento cientifico apresentam que só pode ser considerado cientista quem for extremamente esperto, um gênio, que possui um QI superior aos demais meros mortais. Mostra também que um ser individualista, solitário e muito envolvido com seu trabalho ao ponto de não ter tempo se quer para pentear os cabelos. Uma visão problemática, descontextualizada, rígida e infalível. Acredito que o conhecimento cientifico é algo que pode ser reformulado e melhorado pois há muitas questões que requererem respostas, como por exemplo por que se as abelhas desaparecerem o mundo acabará? Com base em que se afirma tão veementemente isso? Necessito de uma explicação convincente pois a antiga resposta já não mim satisfaz.
domingo, 3 de junho de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Cordel: Morreu Seu Fiado;
Não pensei que um dia
Isso fosse acontecer
Não esperava que
Seu Fiado iria morrer
Foi um dia
Por acaso
Que a alegria me faltou
Morreu então Fiado
E a agonia me alcançou
A noticia recebi
De um senhor Leoné
Que por acaso conheci
Na venda do Cafona
Que noticiou
Sem ‘’embroma’’
A morte como é !
Quando um aviso li...
E lá estava escrito
Pra quem quisesse lê
A noticia era triste
Mas vou conta a você:
A placa estava a dizer:
- ‘’Acaba de falecer
Neste estabelecimento
Seu “fiado”’
Comunicativo e cheio de talento
Deixou viúva dona conta Camargo’’!
Desesperaram-se seus dois filhos
Sr. Caloteiro e Seu Velhaco Brito
Dispensaram as flores e...
Lamentavam aos gritos;
Pediam para o enterro:
Tragam só o dinheiro!
Em real, dólar ou talento
O enterro será hoje,
Na hora do pagamento
Ocorrerá aqui mesmo
Neste estabelecimento
A choradeira não parava
O comprador insistia:
A conta foi aumentada
Como pode! Esta carestia!
O fiado é como barba
Se o sujeito não cortar,
Cobre toda a cara.
E não tem prece que para!
Dona conta era alta e grande
Velhaco não estava feliz
Caloteiro elegante
Entoa assoante:
Um dia lhe pagarei seu Ramirez
Seu fiado foi honesto
Tinha a intenção de sanar
Mas sua família coitada
Não podia pagar
Se você tem uma vendinha
Bar ou mercearia
Cuidado com seu fiado...
Se o cliente não paga em dia
Dê este cordel a ele de cortesia;
Ouçam esse conselho meu
Lá na vendinha ele não vai mais
Porque faleceu.
Mas as más línguas afirmam
Que ele não morreu
Fiado é como casca de banana
Disse Zeca Abreu
Deixando a banana sem nada
Você entendeu?
Vendi a fiado
E fiquei totalmente pelado
Então aprendi um jeito
Já avisei as irmãs:
Fiado aqui é aceito
Porém só amanhã!
Após com padre preto conversar
E o juiz de São Nunca autorizar.
Fiado mudou de nome
Agora é cartão ou carnê
Velhaco e Caloteiro
Aprenderam a lição
Com o cadastro no SPC
Entraram no sistema de proteção
Lá tem nome com todo o ABC
Cordel e Jucci ?
Apresentação
Na tentativa de descondicionar o leitor do pressuposto que escrita se faz tão somente com idéias, Jucci trabalha a palavra como matéria prima da escrita a partir de contos lúdicos e muito criativo envolvendo o cotidiano na literatura de cordel, que é uma extraordinária forma de ler e ouvir, recitar e criar, superando a barreira da maniqueísta dicotomia popular X erudito. O cordel trata de narrativas envolvendo situações do cotidiano ou do imaginário popular com uma linguagem e vocabulários simples, sempre seguidos de pés rítmicos que atraí jovens e demais, numa atração vibrante e prazerosa. Notadamente é possível identificar versos no estilo do Dadaísmo, com sequências em estrofação de sextilha, septilha, quadra, décima.
Prefácio
A literatura de Cordel já existia desde os povos greco-romanos, fenícios, cartagineses, saxões e outros, tendo chegado á Península Ibérica em Portugal, por volta do século XVI.Oriundo de Portugal, a literatura chegou ao Brasil com os colonizadores, instalando-se na Bahia e mais precisamente em Salvador. Dali se irradiou para os demais estado nordestinos. A literatura de cordel é feita do imaginário popular com histórias emblemáticas e muitas vezes cômicas, partindo quase sempre da imaginação que é um fator afrodisíaco / estimulante e estimula a leitura e a escrita, sendo que os principais temas são lendas, contos, cangaço, futebol, romances e acima de tudo a vida da gente.
A autora
A autora através da Literatura de Cordel mostra que é possível ensinar tudo a todos bastando apenas um jeito novo de olhar para o que vemos.O que diferencia a escrita de Jucci das demais é que a maioria dos jovens de sua geração teriam desistido se tivessem suportado as mordaças intelectuais, injustiças que ela saboreou, porém crê que idéias são a'' prova de bala'' e vê beleza onde outros veriam monstros. A sua escrita nos instiga na capacidade de superação, nos levando a esquecer infortúnios e dilemas inesquecíveis
Agradecimentos
‘’Agradeço a Deus que me empresta diariamente o ar que respiro o coração que ama e pulsa, o solo que caminho e dá alimentos, que suporta meus momentos de inferioridade e renova minha fé. Agradeço a minha mãe por ser este exemplo diário de porto seguro.
Agradeço a você que sonha comigo, porque viver é um evento inexplicável, mesmo quando sofremos nos angustiamos e perdemos a esperança, por que somos complexos e indecifráveis, sabemos até lidar com o sofrimento no outro, mais a nossa dor é a maior que existe. Obrigado por sonhar comigo o sonho de um mundo mais tranqüilo
CORDEL: O causo do Bairro Santa Rita
O causo do bairro de Santa Rita
Mulher, senhor e senhora
Conto lhes agora
Um causo de formosas
Negras lindas fogosas
Que fizeram um bairro
Para a Santa Rita
Na cidade de Amargosa
No ano de 1905 chegou
A vila de Santa Terezinha
Dona Nina a então vovó
Da jeitosa negra menininha
Pois ouvi da própria Norata
Que não era barata e da
Linda e fogosa Zamerilda
Como o bairro ganhou vida
Em 1946, ambas com 15 anos
Atraíam viajantes e seus planos
Vindos dos quatro cantos
De um mundo nordestino
Para ver as cabos- verde
E perde o destino
Ganhavam muitos presentes
Mais nada grande de valia
Comparado ao inocente prazer
De morar na minguara da alegria
Olho de cor azul,
Cabelo negro como a noite
Cintura fina de agulha
Pele negra que cintilava
Boca carnuda que encantava
Seios pontudos
Que se mostravam
Sempre firmes e duros
Andar rebolante que não negava
Sua essência elegante
E um jeito meigo
Da inocência doce provocante
Não havia ruas nem sinal
Apenas aquele delicioso matagal
Onde ficavam as duas casas
A da big Zamerilda
E da fogosa Norata
Ambas negras lindas
Com imenso bumbum
De formosura estrema
E beleza incomum
Comiam pita doída e davam em qualquer um;
Vindas da atual Cachoeira
Chegaram na fonte da Minguara,
Bem ali na beira
Lá nas proximidades de Ordaque
Em meio a mata fechada
Pois o Santa Rita
Não era bairro não era nada
O senhor Geu fazendeiro matuto
Por Norata se apaixonou
Sabia que ela era do povo
Mais isso ele nem ligou
Para Norata sua amada
Uma casa de encontros furtivos
Logo mobilhada ele criou
Outras amigas vieram aconchegar
No ninho de amor
Em pouco tempo
Começou a chegar
Amigas desconhecidas
De todo lugar
Os casados só para disfarçar
Colocavam as santinhas esposas
Para adorar a santa na igrejinha
Lá a santinha no altar;
Enquanto eles curtiam e visitavam
E E com as danadinhas se fartavam
AAmiguinhas belas de Norata
AAs famílias se aproximavam
DDa casa mais visitada
Aos poucos se aproximavam
Da já apelidada casa do céu
Que para as esposas,
Era um inferno,
Era o brega de Géu
Assim quando o galo cantava;
Quem era casada se trancava
E as rameiras quase nuas
Nas ruas se mostrava, rebolava.
Ao redor da casa do céu
,u Muitas famílias se formaram
N Não cessavam os comentários
O vai-vem noite a dentro, adentravam
Mais os freqüentadores
Desta casa da alegria
Moravam no centro
Longe da folia
Tinha um Geraldo nada santo
Um Almiro muito irado
Um Zizi da castanha
Um louro que não era pássaro
Um Zecão de meio metro
Tinha até um Natan do sul
Que tocava no Marco Zero
E o convite se espalhava
Diziam: vamos as amargosas!
O povo em felicidade gritava
Lá naquelas casas de palha,
Onde a gente se espalha
E o tempo não passa;
Mais os casados diziam
Para suas esposas aflitas:
-‘’Vou lá apenas para beber
Água doce da bica’’;
Para parar a briga
Ainda confessavam muito sério:
Sou devoto fiel de Santa Rita!
Tenho parentes no cemitério...
E assim quimera por atropelo foi Como surgiu o chapéu de boi
Para encontrar uma rapariga
Levavam o rádio de curtiça
Para escutar Valera
E fazer pilera
Da cara da mulher de tabela
No mutirão aumentaram o cemitério
Ruas surgiram no entorno
Da casa do inferno
Fizeram até uma escola
Na rua do prédio
Muitos mercadinhos e vendas
Com o que comprar e vender
Mais o principal produto
Já disse a você...
Hoje a casa do céu virou tédio
Seu Geu ficou sério
Seus filhos tímidos
Não herdaram o talento
Estariam riquíssimos no seguimento
Norata cansou de chateamento
Fugiu com o coveiro
Montada num pequeno jumento.
Meu abraço vou deixando
Com alegria no coração
Cuidado com sua companhia
Se tiver muita devoção
Encontros vibrantes e furtivos
Não precisam mais de local
Motivo, hora ou razão
Pode estar ocorrendo agora
Enquanto você mim dá atenção.
Jhucci Pinheiro
SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA TRABALHAR LATERALIDADE
As crianças devem ser estimuladas a partir de propostas variadas e oportunas.
1. Determinar a mão dominante realizando exercícios de apanhar objetos, lançar bolas, recolher papéis, grafar.2. Reconhecer que o corpo tem dois lados exatamente iguais. O professor apresenta um dos lados de um boneco desenhado em cartolina e dobra o outro. As crianças são estimuladas, pouco a pouco, a descobrir as partes do corpo do boneco que se encontram no lado coberto. No final, o professor desdobra o desenho e apresenta a figura completa.
3. Colocar uma fita azul amarrada no pulso direito e uma fita vermelha amarrada no pulso esquerdo. A um sinal determinado pelo professor, as crianças devem erguer o braço dominante, ou o braço solicitado.4. Obedecer ordens dadas pelo professor: “A porta está do seu lado direito. Vá abri-la!” ou “As janelas estão do seu lado esquerdo. Feche uma delas.”5. Apontar o colega que está sentado à direita ou à esquerda. Dizer o nome dele.
1. Determinar a mão dominante realizando exercícios de apanhar objetos, lançar bolas, recolher papéis, grafar.2. Reconhecer que o corpo tem dois lados exatamente iguais. O professor apresenta um dos lados de um boneco desenhado em cartolina e dobra o outro. As crianças são estimuladas, pouco a pouco, a descobrir as partes do corpo do boneco que se encontram no lado coberto. No final, o professor desdobra o desenho e apresenta a figura completa.
6. Caminhar para a direita ou para a esquerda.7. Dar passos para a direita. Dar meia volta e continuar caminhando só pelo lado direito. Fazer o mesmo com o lado esquerdo.8. Fazer movimentos seguindo ordens de comando: “Virar à direita! Virar à esquerda! Levantar o braço direito! Levantar o braço esquerdo! Apontar para a direita! Apontar para a esquerda!”9. Ao passar para o trabalho com material gráfico, o professor deve valer-se dos exercícios de simetria, solicitando às crianças que completem o lado da figura que não está desenhado.
SOCIALIZAÇÃO E LUDICIDADE COM A CRIANÇA DEFICIENTE AUDITIVA
Socialização e ludicidade com a criança deficiente auditiva
Como uma criança deficiente auditiva interagi e brinca como outras crianças , adaptando-se e compreendendo as regras das brincadeiras ? Como ocorre a apreensão dos sons para esta criança? Como o docente ensina conteúdos a essa criança? Como esta criança é vista pelo professor e pela unidade escolar? Quais procedimentos metodológicos podem ser adotados para que a aprendizagem seja facilitada? Até que ponto a deficiência interfere na condição de aprendizagem? Os adultos que lidam com essa criança conseguem diferenciar a deficiência auditiva da capacidade de aprendizagem? Porque ou como esta criança deficiente auditiva compreende, aprende e interagi nas brincadeiras?
Supomos que a criança elabora mentalmente uma imagem para aquelas coisas que gosta, atribuindo a imagem sinais próprios, gestos do outro, reações corporais e por observar os demais consegue compreender o que se passa ao redor de modo a interagir naquilo que lhe interessa.
Sendo que alguns adultos vêem como iguais os deficientes mentais e auditivo, supomos que isso interfere na socialização da criança deficiente auditiva de modo a ser considerada ‘’muda e surda’’, ao invés de pontuarem apenas a surdez, pois o deficiente auditivo não expressa-se com a fala oral por não escutar, mais ao apreender libras sua comunicação é total.
No mais sugerimos que nas salas de aula do ensino regular onde freqüentem alunos deficiente auditivo para que haja inclusão real, seja permitido a estes alunos com necessidades educacionais especiais o acompanhamento de um especialista em libras tanto para conduzir o entendimento do aluno , quanto para favorecer a comunicação entre este e os demais.
Publico alvo:
· Alunos deficiente auditivo na Educação Infantil pré-escolar inseridos no ensino regular .
· Familiares de aluno deficiente auditivo;
· Equipe escolar da referida unidade;
· Comunidade na qual está inserida a escola.
Objetivo geral
· Realizar pesquisa nas classes de Educação Infantil pré-escolar para estudo de caso, considerando o comportamento do deficiente auditivo como base da pesquisa.
· Pesquisar a interação inclusiva nas brincadeiras, no lúdico didático e na socialização.
· Relatar a visão de pais, professores e das próprias crianças para com o deficiente auditivo.
· Informar à sociedade que deficiência auditiva e deficiência mental são diferentes.
Objetivos específicos.
· Provocar a ação desejante por apreender através do lúdico;
· Identificar comportamentos que efetive o contato social;
· Observar como a criança deficiente auditiva manuseia objetos sonoros;
· Verificar se os pontos que dificultam a aprendizagem dependem exclusivamente da deficiência auditiva;
· Destacar a integração do surdo em determinado meio cultural escolar;
· Observar como ocorre a apreensão dos sons para a crianças com necessidades educacionais especiais auditiva.
· Aprimorar materiais lúdicos para favorecer a inclusão da criança com deficiência auditiva em atividades lúdicas nas idades entre 5 anos e 6 anos.
· Sugerir junto a Secretária de Educação a participação da família do deficiente auditivo em aulas de linguagem em nível de recepção e emissão oral da utilização da Língua Brasileira de Sinais;
· Distribuir folhetos informando a comunidade a diferença entre deficiência auditiva e mental.
· Promover palestra com psicopedagoga e fonoaudióloga para informar a comunidade escolar como a unidade pode incluir o surdo.
Período:
Um ano.
Justificativa
‘’No brincar a criança projeta as atividades adultas da sua cultura, que pressupõe seus futuros papéis e valores’’ Vygotsky ( 2007 ). É possível que brincando a criança aprimore as idéias que possui, os sons maternos, assim quanto mais a criança for exposta ao contato social, mais ela vai desenvolver áreas da sua aprendizagem, quanto a isso Freire (1977 p.35) vai dizer que ‘’não há educação fora das sociedades humanas e não há homem vazio’’.
A Constituição Federal (1988 – Art. 208 e 227 ) vem nos lembrar que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente, na rede regular de ensino. E como um meio complementar a Lei Federal CORDE 7.853 (1989) que regulamenta o Decreto 3.298 (1999)- Art.24 a 29 – vai exigir a Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.
A linguagem na comunicação social humana demanda abstração e a codificação,por isso deve ser simples e desprovida de muitos símbolos,sendo que crianças com necessidades educacionais especiais necessitam da simplicidade comunicativa pois a ação verbal tem que ser decodificada e codificada mentalmente para que tenha sentido, com base nisso afirmamos que a linguagem esta ligada a capacidade simbólica e a representação principalmente nos deficientes auditivos. Por isso apontamos a Lei Federal 10.436 (2002), que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais LIBRAS, como uma nova língua garantidora da inclusão comunicativa para com o deficiente auditivo. Que deveria ser obrigatória nas classes do ensino regular onde estes alunos estão inseridos
A comunicação gestual se desenvolve primordialmente por ser menos complexas e requer habilidades psicomotoras coordenativas. Já a psicomotricidade que resulta da ação do sistema nervoso sobre o muscular requer um pouco mais de tempo e treino para que seja estimulada e desenvolvida.
PROCEDIMENTOS
Ações iniciais:
· Reuniões com o grupo de discentes da UESC, que idealizou o projeto para elaborar a entrevista, marcar dia para visitar a escola...
· Visitas a unidades escolares da Educação Infantil pré-escolar.
· Entrevistas com docentes da unidade, pais de alunos, diretor e coordenador da unidade, bem como com pessoas da comunidade onde esta localizada a escola.
· Determinação inicial de qual caso será aprofundado na pesquisa.
Ações seguintes:
· Estudo de caso da criança deficiente auditiva considerando a interação e a socialização no ambiente escolar e na comunidade na qual esta inserida.
· Analise dos dados das pesquisas.
· Quantificar e qualificar os dados conseguidos;
· Sugestão junto a unidade escolar de palestra com a psicopedagoga ou psicóloga sobre a inclusão do deficiente auditivo.
· Confecção de folheto explicativo diferenciando deficiente mental de deficiente auditivo.
· Buscar junto a comunidade de recursos para imprimir os folhetos.
· Culminância com divulgação dos resultados da pesquisa para com a comunidade.
· Relatório da escrito da pesquisa
Considerações finais
Em Amargosa em muitas comunidades tanto da zona rural quanto urbana, muitos deficientes auditivos são vistos e considerados pela família e pelos demais como deficiente mental, e isso necessita ser modificado. Assim com essa visão preconceituosa a criança já na pré-escola é rotulada sem que a mesma tenha a oportunidade de mostra à diferença.
Algumas de nós já tivemos alunos surdo, e na época não possuíamos o conhecimento que nos foi oferecido pela UESC, dado a isso tivemos muitas dificuldades para trabalhar com essas crianças, não sabíamos como facilitar a aprendizagem desta criança, nem como ajudar esta criança que sempre era excluída na interação com os outros alunos. A família sempre dificultava a aprendizagem afirmando que ‘’a criança estava ali por que era obrigada mais sabiam que este não aprenderia nada’’.
Na comunidade estas crianças ou ficavam escondidas em casa saindo apenas para ir à escola ou não saiam por nada. A relação entre professor e aluno era sempre angustiante, pois o docente ignorava a capacidade do deficiente auditivo e passava a gesticular apontando coisas e lugares ao invés de buscar qualificação profissional ou oportunizar a criança surda em experiências orais ao falar e mostrar o banheiro em contrario de só mostrar, por exemplo .
Quando inicia o ano letivo é disponibilizado para a professor uma turma com mais de 30 alunos, entre os quais há crianças com variadas deficiências e o docente despreparado não sabe o que fazer com este aluno. Tem apenas uma certeza enganosa de que o aluno com NEE, não vai aprender tanto quanto os outros, como se a deficiência biológica determinasse a capacidade de aprendizagem que sabemos ser fator cognitivo.
Considerando estas situações a cima citadas e tantas outras, e com base no conhecimento adquirido na disciplina Educação Inclusiva, nos sentimos na condição de agentes multiplicadores, com o direito e a obrigação de repassar o que nos foi ensinado
Referencias:
A criança surda. GOLDFELD, Marcia. Linguagem e cognição numa perspectiva sociointeracionista. 2ª Ed. Plexus: 2002. P. 170
Pedagogia: Educação Especial – EAD: módulos 1 a 4, volume 1 / Elaboração de conteúdos: Maria Angela ,Monteiro Corrêa .-Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ: UAB/UESC,2010.
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