sexta-feira, 11 de maio de 2012

SOCIALIZAÇÃO E LUDICIDADE COM A CRIANÇA DEFICIENTE AUDITIVA

Socialização e ludicidade  com a  criança  deficiente  auditiva

Como uma criança deficiente  auditiva  interagi e brinca como outras crianças ,  adaptando-se e compreendendo  as regras das brincadeiras ? Como  ocorre a apreensão dos sons para esta criança?  Como  o docente  ensina conteúdos a essa criança?  Como esta criança é vista pelo professor e pela  unidade escolar? Quais procedimentos metodológicos podem ser adotados para  que a aprendizagem seja facilitada?  Até que ponto a deficiência interfere na condição de aprendizagem?  Os adultos que lidam com essa criança conseguem diferenciar  a deficiência auditiva da capacidade de aprendizagem?  Porque  ou como esta criança deficiente  auditiva compreende, aprende  e interagi nas brincadeiras?

            Supomos que a criança elabora mentalmente uma imagem para aquelas coisas que gosta, atribuindo a imagem sinais próprios, gestos do outro, reações corporais  e por   observar  os demais  consegue compreender o que se passa ao redor  de modo a    interagir  naquilo que lhe interessa. 
Sendo que  alguns adultos vêem como iguais os deficientes mentais e auditivo,  supomos que isso interfere  na socialização da criança deficiente auditiva de modo a ser considerada   ‘’muda e  surda’’,  ao invés de pontuarem apenas a surdez,  pois o deficiente auditivo não  expressa-se  com a fala oral por não escutar,  mais  ao apreender   libras  sua comunicação é total.
             No mais  sugerimos que nas salas de aula  do ensino regular onde freqüentem alunos deficiente auditivo para que haja inclusão real,  seja permitido a estes alunos com necessidades educacionais especiais o acompanhamento de um especialista em libras tanto para  conduzir o entendimento do aluno ,  quanto  para  favorecer a comunicação entre este e os  demais.  

Publico alvo:

·        Alunos deficiente  auditivo na Educação Infantil  pré-escolar inseridos no ensino regular .
·        Familiares  de aluno deficiente auditivo;
·        Equipe escolar da referida unidade;
·        Comunidade na qual está inserida a escola. 

Objetivo geral

·         Realizar pesquisa nas classes de Educação Infantil pré-escolar  para estudo de caso, considerando o comportamento do deficiente auditivo como base da pesquisa.
·         Pesquisar  a interação inclusiva nas brincadeiras, no lúdico didático e  na socialização.
·         Relatar a visão de pais, professores e das próprias crianças para com o deficiente auditivo.
·         Informar à sociedade que deficiência auditiva e deficiência mental são diferentes.

Objetivos específicos.

·         Provocar a  ação desejante  por  apreender   através do lúdico;
·         Identificar comportamentos que efetive o contato social;
·         Observar   como  a criança deficiente auditiva  manuseia objetos sonoros;
·         Verificar se os pontos que dificultam a aprendizagem dependem exclusivamente da deficiência auditiva;
·         Destacar a integração do  surdo em determinado meio cultural escolar;
·         Observar como ocorre a apreensão dos sons para a crianças com necessidades  educacionais especiais   auditiva.
·         Aprimorar materiais lúdicos para favorecer a inclusão da criança com deficiência  auditiva em atividades lúdicas  nas  idades entre 5 anos e 6 anos.
·         Sugerir junto a Secretária de Educação  a participação da família  do  deficiente  auditivo    em  aulas  de linguagem em nível de recepção e emissão oral  da utilização da Língua Brasileira de Sinais;
·         Distribuir folhetos informando a comunidade a diferença entre deficiência auditiva e mental.
·         Promover palestra com  psicopedagoga e fonoaudióloga  para informar  a comunidade escolar  como a unidade pode incluir o surdo.

Período:
Um  ano.


Justificativa

‘’No brincar a criança projeta as atividades adultas da sua cultura, que pressupõe seus futuros papéis e valores’’ Vygotsky ( 2007 ). É possível que brincando a criança   aprimore  as idéias que possui, os sons maternos, assim  quanto mais  a criança   for exposta ao contato social,  mais  ela vai desenvolver áreas da sua aprendizagem,  quanto a  isso Freire (1977 p.35) vai dizer que ‘’não há  educação fora das  sociedades humanas e não há homem vazio’’.
 A Constituição Federal (1988 – Art. 208 e 227 )  vem nos lembrar que o  dever  do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente, na rede regular de ensino.  E como um meio  complementar  a   Lei Federal CORDE 7.853 (1989) que  regulamenta o   Decreto 3.298 (1999)- Art.24 a 29 –  vai exigir  a Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.
A linguagem na comunicação social  humana  demanda  abstração e a codificação,por isso deve ser simples e desprovida de muitos símbolos,sendo que crianças com necessidades educacionais especiais necessitam  da simplicidade comunicativa pois  a ação verbal tem que ser decodificada e codificada mentalmente para que tenha sentido,  com base nisso  afirmamos que a  linguagem esta ligada a capacidade simbólica e a representação principalmente nos deficientes auditivos.  Por isso apontamos  a Lei Federal 10.436 (2002), que  dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais LIBRAS, como uma nova  língua  garantidora da inclusão comunicativa para com o deficiente auditivo.  Que deveria ser obrigatória nas classes do ensino regular onde estes alunos estão inseridos
A comunicação gestual se desenvolve primordialmente por ser menos complexas e requer habilidades psicomotoras coordenativas. Já a psicomotricidade que resulta da ação do sistema nervoso sobre o muscular requer um pouco mais de tempo e treino para que seja estimulada e desenvolvida.

PROCEDIMENTOS

Ações iniciais:
·                  Reuniões com o grupo de discentes da UESC, que   idealizou o projeto para  elaborar a entrevista,  marcar dia para visitar a escola...
·                  Visitas a unidades escolares da Educação Infantil pré-escolar.
·                  Entrevistas com docentes da unidade, pais de alunos, diretor e coordenador da unidade, bem como com pessoas da comunidade onde esta localizada a escola.
·                  Determinação inicial de qual caso será  aprofundado  na pesquisa.

Ações seguintes:

·         Estudo de caso da criança deficiente auditiva considerando a interação e a socialização no ambiente escolar e na comunidade na qual esta inserida.
·         Analise dos dados das pesquisas.
·         Quantificar e qualificar os dados conseguidos;
·         Sugestão junto a unidade escolar de palestra com a psicopedagoga ou psicóloga sobre a inclusão  do deficiente auditivo.
·         Confecção de folheto explicativo diferenciando   deficiente  mental de deficiente auditivo.
·         Buscar  junto a comunidade de recursos para imprimir os folhetos.
·         Culminância com divulgação dos resultados da pesquisa para com a comunidade.
·         Relatório  da  escrito  da pesquisa 



Considerações  finais

Em  Amargosa  em muitas comunidades tanto da zona rural quanto urbana,  muitos  deficientes auditivos são vistos e considerados pela família  e pelos demais como deficiente  mental, e isso necessita ser modificado.  Assim com essa visão preconceituosa a criança já na pré-escola é rotulada sem que a mesma tenha a oportunidade de mostra à diferença.
Algumas de nós já tivemos alunos surdo,  e  na época não possuíamos  o conhecimento que nos foi oferecido pela UESC,  dado a isso tivemos muitas  dificuldades para trabalhar com essas crianças,  não sabíamos como facilitar a aprendizagem desta criança, nem  como ajudar esta criança que sempre era excluída  na interação com os outros alunos. A família sempre dificultava a aprendizagem afirmando que ‘’a criança estava ali por que era obrigada mais sabiam que este não aprenderia nada’’.
            Na comunidade estas crianças ou ficavam escondidas em casa saindo apenas para ir à escola ou não saiam por nada.  A relação entre professor e aluno era sempre angustiante, pois o docente ignorava a capacidade do deficiente auditivo e passava a gesticular apontando coisas e lugares ao invés de buscar qualificação profissional ou oportunizar a criança surda em experiências orais ao falar e  mostrar o banheiro  em contrario de só mostrar, por exemplo .
            Quando inicia o ano letivo é disponibilizado  para a professor uma turma com mais de 30 alunos, entre os quais há crianças com variadas deficiências e o docente despreparado  não sabe o que fazer com este aluno. Tem apenas uma certeza enganosa de que o aluno com NEE, não vai aprender tanto quanto os outros, como se a deficiência biológica determinasse a capacidade de aprendizagem que sabemos ser fator cognitivo.
Considerando estas situações a cima citadas e tantas outras, e com base no conhecimento adquirido na disciplina Educação Inclusiva,  nos sentimos na condição de  agentes multiplicadores, com o direito e a obrigação de repassar o que nos foi ensinado

Referencias:

A criança surda. GOLDFELD, Marcia. Linguagem e cognição numa perspectiva sociointeracionista. 2ª Ed. Plexus: 2002.  P. 170
Pedagogia: Educação Especial – EAD: módulos 1 a 4, volume 1 / Elaboração de conteúdos: Maria Angela ,Monteiro Corrêa .-Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ: UAB/UESC,2010.

''ESSA COR !!!''

‘’Essa cor ‘’?
Duras palavras
Que salgam a carne
Expelem o fel   d ´ alma
Diminui o pobre em palma
A quem concerne o trauma?
O veredito de imbuir?
O orgasmo dos maus tratos da calma?
Fica o outro
Finalmente em discurso
Nos verbos  indolor
Tentando achar o erro
Mero e intolerante dessa cor
Descrever  é representar
Pensando em você
Ao identificar
O pecado da dor
No negro HONESTO
O erro deter essa cor
Macunaíma, retirantes ou nordestino
Peri e Ceci inocentes
Viajantes do destino
Mais não mantiveram
O falso pudor
De rejeitar o outro
Por ter essa cor
Cor  a prova de bala
Respondida em idéias
De ritmo e fluência
Exposto na demência
Remediado pelo amor
Qual é mesmo o erro
De ter essa cor?
Até o povo censura
Em memórias d ‘ alva dura
A aurora nasceria sem a negrura turba Dalva?
Mais não sem o horror
Sem o negror noite a dentro
Responde-me o vento
Qual é  mesmo o erro
De ter essa cor?
Se Tomás da baladeira amou
Os Lusíadas   e  Camões...
POR Veríssimo ou Millôr !!
Responde-me ó mundo
Qual é mesmo o erro
De ter essa cor ?
Ó Piracema se zanza por acolá
Ao sabor gazeta do Desembargador
Ali Montazeri então pronunciou
No cidadão do papel o furor
Responde-me ó mundo qual  o erro
 De ter essa cor?
O Ateneu,Lucíola e memórias
De um sargento milícias
Ou no tombo do Aboporu carícias
Dos sertões de Policarpo quaresma
Na inocência por  Sertões ou Doutor
Em Cinco Minutos faço uma reza:
Deus a ti quero propor
Qual  é mesmo o erro
Por ter essa cor?
Concessivo, conclusivo
Respondeu o Senhor
Não há erro ou horror
És apenas gente de valor
Que nasceu com essa cor  !!!!!
Ó florestas do engano
Monólogo do vaqueiro
Velho da horta sem dinheiro
O mundo ainda não mim saciou
 Humanos respondam –me por favor
 QUAL É MESMO O ERRO
DE TER ESSA COR?
Um dia voltaremos ao pó
Sete palmas de solidão
Rico, pobre,negro, branco ou sem um tostão
Tudo que é vivo ficará só
Em um ataúde virando pó
Independentes se flor
QUAL É MESMO O ERRO
DE TER ESSA COR?
Palavras  que choram na dor
Estraçalhando o peito em horror
Com frieza, sem temor
Qual -é –mesmo –o -erro-
De- ter – essa -cor?

ECO SUSTENTABILIDADE NA CRECHE

 Este projeto foi desenvolvido  com base  na  inquietação  que este   questionamento  nos causou : - ‘’o que podemos  fazer  com os restos de papéis  que sobram na  creche da Creche e que vam para o lixo? ’’
Apresentação
Este projeto foi  pelas  desenvolvido  com base  na  inquietação  que este   questionamento  nos causou : - ‘’o que podemos  fazer  com os restos de papéis  que sobram na Creche? ’’ Foi produzido com o objetivo de dar uma utilidade as sobras de papéis diversos que vão para o lixo na Creche, buscando vender estas sobras e reverter o dinheiro da venda em prol da Instituição que em reuniões quinzenais decidirá o que será feito com o montante arrecadado.
Destina-se a comunidade docente da Creche, incluindo  todos os usuários e funcionários da instituição.
Assim sendo enfatiza a quantidade de lixo produzida na Instituição comparando com o que produzido no Município. Esperamos que este trabalho seja um instrumento de apoio ao meio ambiente e que esta pequena ação possa ser adotada por outras entidades particulares e pedagógicas para tornar o mundo no qual vivemos em um lugar melhor.
Sugestões serão bem-vindas e apoio também.
Objetivo geral

·         Identificar as sobras que podem ser recicladas
·         Conscientizar  a comunidade escolar sobre o uso sustentável do lixo.
·         Dar uma finalidade especifica as sobras de papeis e plásticos diversos na Creche.














Objetivos específicos
·         Solicitar   junto a secretária responsável vasilhames de coleta seletiva;
·         Distribuir folheto explicativo sobre os dias de coleta no bairro.
·         Promover palestras com pessoas da comunidade que utilizam matérias recicláveis para fazer objetos como vassouras, bolsas, esteira.
·         Requerer junto a  Secretária de Infra estrutura mudas para  tornar a creche um ambiente agradável.
·         Criar um jardim sustentável  em  pneus;
·         Coletar semanalmente  as sobras de papeis diversos que iriam para o lixo,  encaminhar para a reciclagem  e prestar conta durante as coordenações.
·         Levar a comunidade a conhecer que o lixo pode  aumentar a renda familiar e melhorar o lugar onde vivemos.
·         Estabelecimento na Creche do dia de proteção ao meio ambiente;
 O lixo produzido nas pequenas cidades
O lixo além de ser um problema ambiental no Brasil também pode ser considerado um problema econômico  pois um simples ato de jogar um papel na rua acarreta a contratação de milhares de garis, produção de milhões de quilos de lixo e riscos a saúde humana.
O lixo urbano parece ser um problema sem solução. Todas as formas de tratamento atuais geram algum outro problema. Os aterros apesar das vantagens  apresentadas são caros. A melhor forma de auxiliar com o lixo é a diminuição do mesmo.
Nas escolas públicas municipais são produzidos diariamente uma grande quantidade de lixo como sobras de papeis variados, caixas de papelão,  e sacos plásticos. Pesquisas por amostragem nos conduzirão a ideia de 20% dos recursos destinados ao material pedagógico vai parar no lixo. E o que fazer com todo esse lixo?
Pesquisas mostraram que cada munícipe  produz  1k de lixo por dia e esse montante equivale a mais de 34.000 ks semanais que vais gerar um valor  significativo para os cofres públicos.


O  lixo da Creche pode gerar recursos para a própria Creche.
Notamos que em ambientes públicos educativos é desperdiçado muito papel, estando  este entre os maiores gastos do orçamento educativo. Sejam estes os papéis que vão ao lixo sobras de cartazes, restos de papel metro ou recortes, rascunhos, erros de digitação ou impressão, tarefas velhas, sobras de avisos, etc.. Identificamos que estas sobras representam uma quantidade muito grande de dinheiro publico sendo desperdiçado.
Sabemos que o  papel   se deteriora com relativa rapidez na natureza, porém  o que nos preocupa é  a fabricação do papel, com um  consumo  de  muitas árvores,  o gasto indiscriminado da  água,  o desmatamento e o desperdício de papel pelas pessoas. 
Assim, sendo  o papel  100% reciclável, notamos que basta  conscientização e vontade de  remeter as sobras a para reciclagem.
Como uma ação tão pequena pode auxiliar o planeta?
50 kg de papel reciclado evitam o corte de uma árvore de 7 anos.
Cada tonelada de papel reciclado pode substituir o plantio de até 350 m2 de monocultura de eucalipto.
Uma tonelada de papel reciclado economiza 20 mil litros de água e 1.200 litros de óleo combustível.
A reciclagem de vidro diminui a emissão de gases poluidores pelas fábricas.
A reciclagem do plástico impede um enorme prejuízo ao meio ambiente, pois o material é muito resistente a radiações, calor, ar e água.
A cada quilo de alumínio reciclado, 5 kg de bauxita (minério com que se produz o alumínio) são poupados.
A reciclagem de vidro aumenta a vida útil dos aterros sanitários e poupa a extração de minérios como areia, barrilha, calcário, feldspato etc
O lixo no pedagógico

Mas as atividades lúdicas têm um papel ainda mais importante na vida dos pequenos, elas incentivam as crianças a desenvolver criatividade, aprendizado, equilíbrio e coordenação. “É por meio dessas brincadeiras que a criança desenvolve a fantasia e cria uma identidade própria.
Como as brincadeiras usam a linguagem das crianças, elas prestam mais atenção aprendem de uma maneira divertida, sem perceber. O mundo da fantasia estimula os pequenos a pensar sobre o que acontece a sua volta e acaba causando um aprendizado passivo. “O brinquedo ajuda a criança a resolver questões mal resolvidas, pois ela coloca esses problemas na brincadeira, como, por exemplo, uma menina que brinca de boneca e bate no brinquedo. Também faz com que ela elabore situações cotidianas que ela precisa lidar.
Essas brincadeiras como pega-pega, pular corda, boneca, carrinho, são atividades lúdicas que estimulam a coordenação motora, o equilíbrio e a concentração das crianças
O método construtivista de ensino prega que o desenvolvimento da inteligência se dá por meio da criatividade e utiliza as brincadeiras para incentivar essa fantasia é com base neste método que sugerimos oficinas para na Educação Infantil, confeccionar - mos brinquedos utilizando garrafas pet ( chocalho, bonecos, bilboquê...), latas, embalagens, caixas de papelão...
Referências:
GROOS, C. O brincar como fator psicológico. Lisboa: Editora Argo, 3a edição, 1940.
IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2000.
MARCEDO, Roberto Sidnei. Pedagogia: Curriculo: Educação, Curriculo e Avaliação. EAD, módulo 4, volume 2 – [Ilhéus, BA]: EDITUS. 2011
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da Educação. São Paulo: Difel Difusão Editorial S.A, 3a edição, 1979

SILVA, Daniele Nunes Henrique. Educação, ludicidade e corporeidade: pedagogia. Ilhéus - BA : Editus, 2011, m.4, v.6.

Eco sustentabilidade na Creche

Este projeto foi desenvolvido  com base  na  inquietação  que este   questionamento  nos causou : - ‘’o que podemos  fazer  com os restos de papéis  que sobram na  creche da Creche e que vam para o lixo? ’’

Recursos necessários ao projeto Cordel


RECURSOS
Recursos humanos como educadoras, educando e demais comunidade escolar onde o projeto for desenvolvido. Com  relação aos materiais a serem utilizados será aceito o que puder ser oferecido pela Instituição interessada.
Quanto aos recursos financeiros serão necessários subsídios para transporte e auxilio de custo para  viabilizar a permanência e a continuidade da  atua-ação educativa, bem como valorizar o trabalho desenvolvido.













VIABILIDADE
Com a estrutura que a Secretária de Educação já possui é possível desenvolver este projeto,pois o cordel é leitura prazerosa  ao alcance de todos.


CRONOGRAMA
·         Visita a unidade educacional para  apresentação de carta de aceite, identificação da regente e observação  da turma.
·         Participação da coordenação na unidade escolar para identificar o assunto abordado pela Regente e a partir daí elaborar as ações  seguintes.
·         Após elaboração do plano de aula quinzenal, apresentá-lo a coordenação da unidade para aprovação.
·         Aplicação do projeto com duração de 1 semestre  como projeto piloto.
·         Culminância e apresentação de obras dos alunos.






















RESULTADOS ESPERADOS

Fomentar a aprendizagem nos alunos  de modo que o educando seja capaz de refletir sobre o poder de significar o texto, reconstruir  idéias e  comparar os  resultados com aquilo que sabia antes da leitura, de modo a concretizar a significação conforme a experiência de vida que possui, em  um exercício reflexivo e transformador, usando o  cordel  como autoridade para letrar na palavra  seus sentimentos, vivências e experiências vivenciadas.



AVALIAÇÃO
Será constante e permanente com o preenchimento de relatório.
No final do ano, a avaliação contemplará indicadores para o planejamento do ano seguinte e um repensar  das ações para viabilizar permanência ou não.
Assim, estaremos ampliando o repertório de conhecimento dos alunos, atendendo  a LDB,  e cumprindo a missão de ampliar  a nossa base de conhecimentos na busca de valorizar ou outro e seus falares.













O Referencial teorico foi um problema, pois não sabia como fazer em 2009. No ano de 2011 tive algumas disciplinas na Universidade Estadual de Santa Cruz que facilitarão e deram possibilidade de concluir o Projeto.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 1996. Resolução CNE/CP 01 de 16 de maio de  2006, 2006
CAPELLO, Cláudia; LOBÃO, Flávia Lopes; COELHO, Ligia Martha Coimbra da Costa. Pedagogia: Língua Portuguesa na Educação 1. EAD, módulo 2 e 3, volume 2 – [Ilhéus, BA]: CEDERJ. 2011
CASTELLS, M. A Sociedade em rede. A era da informação: economia, sociedade e cultura. Vol. 1, São Paulo: Paz e Terra, 2002.
COUTO, Maria Elizabete Souza. MEIRELES, Andréa Maria Brandão. Seminário Integrador IV: educação, currículo e avaliação: Pedagogia. Modulo 4, volume 1.  Ilhéus:  Editora EAD/UAB/UESC. 2011.41p.
DINIZ-PEREIRA, J. E.;  ZEICHNER, K. M. (ORG.). A pesquisa na formação e no trabalho docente. Horizonte: Autêntica, 2000
GONÇALVES, Lúcia Alba; LARCHERT, Matins Jeanes. Avaliação da aprendizagem: Pedagogia; módulo 4 , Volume 6 – EAD – Ilhéus /BA, 2011.
GROOS, C. O brincar como fator psicológico. Lisboa: Editora Argo, 3a edição, 1940.
IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2000.
MARCEDO, Roberto Sidnei. Pedagogia: Curriculo: Educação, Curriculo e Avaliação. EAD, módulo 4, volume 2 – [Ilhéus, BA]: EDITUS. 2011
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Emílio ou da Educação. São Paulo: Difel Difusão Editorial S.A, 3a edição, 1979

SILVA, Daniele Nunes Henrique. Educação, ludicidade e corporeidade: pedagogia. Ilhéus - BA : Editus, 2011, m.4, v.6.
SITES:
< http://www.enciclopedianordeste.com.br/biografia-joaofirmino.php  >Acesso em  20 de novembro de 2010: Disponível desde 30 de setembro de 2007 ás 21:44min.
http://www.enciclopedianordeste.com.br/biografia-patativa.php>   Acesso em  07 de julho de 2009: Disponível desde 28 de abril de 2007 ás 21:03min.
http://www.enciclopedianordeste.com.br/0222.chicopedrosa.php > Acesso em  07 de julho de 2009: Disponível desde 28 de abril de 2007 ás 21:03min.


justificativa do projeto cordel


JUSTIFICATIVA
Este projeto justifica-se pela necessidade de oferecer aos alunos atividades interdisciplinar que promovam a integração e o desenvolvimento integral do educando  assim segundo a LDB Art. 1º diz que  a  ‘’educação nacional, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por fim: b) o respeito à dignidade e às liberdades fundamentais do homem; d) o desenvolvimento integral da personalidade humana ... f) a preservação e expansão do patrimônio cultural’’; Com base nisso o Cordel se justifaca como uma maneira de preservar, valorizar e manter viva a memória cultural de uma sociedade intensa e em constante mudança. Assim para reforçar esta  expressão no  TÍTULO III  ’Art. 4º vai afirmar que ‘’é  assegurado a todos, na forma da lei, o direito de transmitir seus conhecimentos’’.
O  A principal responsável pelo letramento é a escola,  porém esta não esta cumprindo seu papel em plenitude de ‘’ ensinar tudo a todos’’ por diversas questões sociais, culturais, didáticas e pedagógicas.  Creio que nossos alunos aprendem a ler de modo diferente, textos diferentes dos apresentados nos livros  didáticos e para- didáticos  fabricados para outras realidades.
A leitura é interiorização, porque o ato de ler desencadeia um intenso processo psíquico, em que raciocínio, memória e emoção trabalham em conjunto para gerar a significação do texto.
É  possível trabalhar a palavra como matéria prima da escrita a partir de atividades lúdicas envolvendo a Literatura de Cordel  genuinamente nordestino ,que traz em seu conteúdo musicalidade, coporeidadade, ludicidade, conhecimento subjetivo, diversidade e visão crítico- social. Tornando a leitura e a escrita uma dicotomia real que pode ser utilizada pelo docente como veículo de aprendizagem.
O Cordel tem a oralidade na sua base que permite o entrelace autor/leitor, o que facilita a compreensão e a decodificação do código escrito. Traz em si todo um cabedal de conhecimento social, cultural, único e próprio que permite ao autor expressar seu poder literário.
Pontuo ainda o poder transversal, interdisciplinar e transdisciplinar, que fomenta e instiga o descobrimento da história ou estória, bem  como a simples descrição de fatos rotineiros, cotidianos, o que torna  a Literatura de Cordel um veiculo popular e útil a sociedade vivente.
O Cordel  mantém na  linguagem oral o  caráter lógico ao acionar   o raciocínio, e por seu caráter simbólico, necessita de nossa memória para ser significada, ativando também nossas emoções.
Atribuímos a reflexão o poder de significar o texto, reconstruir  idéias e  comparar os  resultados com aquilo que sabíamos antes da leitura, visto que cada indivíduo concretizará a significação conforme a experiência de vida que possui. O resultado da comparação pode conduzir a um exercício reflexivo transformador, o que dá ao Cordel a autoridade para letrar através da palavra.
Se escola consegue formar um leitor crítico, ela contribui para que ele tenha acesso a um patrimônio cultural que lhe pertence por direito. Nas relações entre leitor e mundo da leitura, pode se originar um processo de emancipação do sujeito, o qual se transforma e, conseqüentemente, transforma sua realidade.
No Cordel as palavras ganham sentidos novos, muitas vezes, inesperados, provocando uma atenção maior do leitor que precisa encontrar um caminho de significação ainda não explorado. Além de se deparar com a utilização da linguagem verbal diferente do uso cotidiano, o leitor também se depara com a ficção, uma espécie de simulação da realidade, no sentido de que o texto constrói um mundo semelhante ao mundo real, sendo, no entanto, fruto da imaginação do escritor.