terça-feira, 24 de abril de 2012

brincadeiras com música: Era uma casa muito engraçada;

Era uma casa muito engraçada
Brincadeira:
Ouvir a música ‘’era uma casa muito engraçada...’’ contada como história, após as inferência possíveis  as crianças serão oportunizadas brincar de casinha, com panelinhas, pratinhos...
Regra:
Momento para começar e terminar;
Criada pelas próprias crianças
Ao educador cabe participar da brincadeira;
Material:
Fogão, geladeira, ... confeccionados com papelão pelos envolvidas  na brincadeira;
Quanto as panelinhas, pratinhos serão utilizados pratos plásticos, bonecas... material pessoal das crianças

Brincadeira usando a bolsa amarela

A bolsa amarela
A pró contará para as crianças um resumo da bolsa amarela, após as crianças irão colocar coisas amarelas dentro da bolsa, para tanto será disponibilizado para elas muitos objetos de cores variadas e formas variadas e as mesmas terão que identificar o que é amarelo par por na bolsa;
Material:
Bolsa amarela de TNT
Objetos variados amarelo
Espaço para as brincadeiras
Regra a criança escolhe o objeto amarelo e a pró venda os olhos da criança pois
a mesma terá de encontrar a bolsa na sala segundo as orientações dos colegas.
Regra:
Esperar a  vez;
Ouvir com atenção
Identificar a cor  amarela
Seguir comando

brincadeira com regras o dente do leão

O DENTE DO  LEÃO
A  Pró contará para as crianças a história ‘’o dente do Leão’’
Após canta a música ‘’o rei da floresta que vive a rugi, ele é muito forte e seu grito posso ouvir...’’
Material: mascara de Leão
Saco de TNT
E piloto ou tinta
Espaço:
Na sala de aula a Pró   pinta três círculos no chão,  E CONVIDA AS CRIANÇAS PARA ASSENTAR NA RODINHA
Após ouvir a história as crianças serão convidadas prender  o dente do leão na mascara, porém terão que ir pulando de circulo em circulo, calçando o saquinho de TNT ( a brincadeira de pular no saco).
Regras:
Esperar a vez
Usar o saco
Pular o caminho
Colocar o dente do leão na boquinha da mascara
Livro: o dente do leão de autoria de Jucileide Pinheiro

Brincadeiras com regras: mão direita e mão esquerda

ESCOLHA A MÃO  DIREITA OU ESQUERDA
Música sugerida: ‘’  mão direita para frente, mão direita para trás...’’
Descrição/Objetivo: simples jogo  no qual uma criança pode induzir a outra a errar.
Grau de Dificuldade: Simples
N.º de crianças: apenas 2 crianças por vez. Se houver 3, uma espera e 2 jogam. Se houver 4, formam-se 2 pares e assim sucessivamente.

Requisitos: para cada par de crianças, existe a necessidade de um objeto  QUE POSSA SER ESCONDIDO EM UMA DAS MÃOS DIREITA OU ESQUERDA
Regras/Funcionamento:
A 1ª criança pega o objeto e sem que a 2ª criança veja, escolhe uma das mãos para “armazená-lo”.
Depois fecha as 2 mãos, estica os 2 braços (um sobre o outro formando um X) e mostrando-os para a 2ª criança.
Desta forma a 2ª criança não sabe em que mão está o objeto escondido.
Esta 2ª criança terá de escolher uma das mãos (esquerda ou direita) APONTANDO E DIZENDO DIREITA OU ESQUERDA   e terá 50% de chance de acertar e 50% de chance de errar.
Após a 2ª criança  ‘’APONTAR E FALAR”, a 1ª criança poderá abrir a mão e mostrar se a outra acertou ou errou. Mas poderá ainda “questionar” a 2ª criança falando assim: “Você tem certeza????” gerando assim dúvida na 2ª criança e levando-a ao erro.
Quando a 2ª criança realmente definir a escolha da mão, a 1ª criança abre as 2 mãos e verifica-se se houve erro ou acerto.
As demais crianças  serão os torcedores;

BRINCADEIRAS COM REGRAS ''DENTRO E FORA''

Dentro e fora


Descrição/Objetivo: testar a rapidez de ação das crianças quando fornecida um “comando”
Grau de Dificuldade: Simples
N.º de crianças: no mínimo 2 (ideal: até 4)
N.º de adultos:  2 organizador
Requisitos: 1 razoável espaço numa sala que tenha um tapete (ou então tenha um chão com 2 tonalidades diferentes)
As crianças vão ouvir a música  ‘’ a casa do Zé’’
Regras/Funcionamento:
O organizador da brincadeira informa as crianças que em cima do tapete da casa do Zé  é a região conhecida como Dentro,   e fora do tapete é a região conhecida como Fora.
Todas as crianças   vão para fora do tapete, ou seja para “Fora” para que o jogo se inicie.
O organizador começa a falar em voz alta, as regiões para onde as crianças devem saltar e assim, se o organizador falar a palavra “dentro”, as crianças devem pular para cima do tapete ''Dentro'' e quando falar a palavra “fora”, as crianças devem pular para fora do tapete “Fora”, sempre seguindo os comandos da música:
‘’pra entrar na casa do Zé  tem que bater o pé...’’
O organizador continua a falar as palavras mágicas  “Dentro ou Fora” e os comandos da música  num intervalo cada vez mais curto (3 a 5 segundos) de forma absolutamente aleatória: Dentro, Fora, Dentro, Dentro, Fora, Dentro, Dentro, Fora, Fora, etc.
Como o tempo é curto e a cada mudança de palavra, as crianças devem obedecer e saltar, o risco de que algumas delas cometa  um erro é grande.
Quando isto acontece, as crianças que erraram são eliminadas desta rodada.
Quando só sobrar uma criança na rodada, ela é declarada vencedora desta rodada e ganha 1 ponto

Brincadeiras com regras

O  Cachorro da vizinha.
Início do Jogo: Escolhe-se uma criança para ser o cachorro
 Uma para ser a dona do cachorro;
E uma  será vizinha.
E as demais serão as melancias
 As melancias se colocam agachadas uma ao lado da outra, e  a uma pequena distância ficará o cachorro e próximo a este, sua dona. A vizinha se aproxima e pede para a outra que a deixe apanhar alguma coisa no seu quintal.
 A dona do cachorro responde: - Vá, mas cuidado com o cachorro!
 A outra se aproxima das crianças (melancias) como se escolhesse a melhor dando "toques" e leva uma correndo. O cachorro corre atrás latindo. A brincadeira prossegue até que todas as melancias sejam levadas.
Após isso, a dona sai com o cachorro à procura das melancias.
Fim do Jogo: O jogo termina com a dona das melancias correndo atrás da vizinha tentando recuperar as melancias.

Regras:A dona das melancias deve fingir que não vê a vizinha levando as melancias e deve permitir sempre que a mesma entre no seu quintal.O cachorro late, mas não pega a vizinha, nem as melancias.

Galinha do vizinho.

Início do Jogo: Escolhe-se o objeto para ser o ovo da galinha.
 Forma-se um círculo com os participantes agachados, escolhe-se um deles, que ficará em pé e com um objeto na mão, que pode ser uma camisa, ( o "ovo"). Inicia-se o jogo quando a criança que está em pé começa a correr em volta do círculo, cantando  uma camisa e um objeto que representa o ovo:

"A galinha do vizinho
bota ovo amarelinho
Bota um, bota dois ... "

Durante a música, a criança que está correndo coloca o "ovo" atrás de qualquer uma das crianças que estão agachadas e continua correndo em volta do círculo. A criança atrás da qual foi colocado o objeto tem que perceber, pegar o objeto e correr atrás da outra criança.Após dar uma volta no círculo, a criança que inicialmente estava em pé ocupa o lugar daquela em que foi colocado o ovo. Se após a volta o ovo não foi percebido pela outra criança, ao fim da volta, esta apanha com a camisa. objeto.
Regras: As crianças não podem olhar para trás e tem que ficar agachadas.
A criança tem que completar o círculo.
Ela só coloca a camisa no chão após  completar o círculo.
A criança que estava em pé tem que sentar no lugar da criança na qual estava o ovo.

Considerações Gerais: Este jogo possui tendência à agressividade, que se verifica nas "chicotadas" que a criança recebe quando não percebe o objeto colocado atrás de si. Isto leva também ao desenvolvimento da atenção nas crianças, pois elas precisam prestar o máximo de atenção naquela que está correndo ao redor do círculo.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Projeto Cordel


RESUMO
Este projeto foi desenvolvido em 2009, partindo dá preocupação que tive em identificar em  meu pai um analfabeto rico de histórias de vida e mais letrado que muitos estudiosos. Este foi oferecido em algumas secretárias Municipais que optaram por usar a ideia a seu modo.  O projeto tem como objetivo oferecer possibilidades de ampliação de conhecimentos, saberes e fazeres sobre o processo formativo dos falantes, nos usos e atribuições de suas falas, bem como a valorização das diversidades lingüísticas através do conhecimento, buscando contribuir para o desenvolvimento  educativo e oferecendo ao educando ações específicas e condições gradativas de analise fonética e  estrutural para ampliar seu vocabulário e alcançar o letramento real. Buscando lograr uma opção mais ampla sugiro a literatura de cordel como veículo atual, intenso e ímpar para fomentar no jovem moderno, a curiosidade e a capacidade de desenvolver-se como leitor hábil, culto e um valorizador sócio-cultural pois esta forma de literatura aproxima-se mais da regionalidade cultural que nos cerca por ser elaborada na  simplicidade subjetiva do próprio autor. Para sua efetivação  recorrerei as TICs  para ampliar o repertório de conhecimentos formativos dos alunos, bem como ao cotidiano e suas peculiaridades.  Será desenvolvido por meio oficinas, aulas expositivas e participativa organizadas pelas escolas, a fim  de  estabelecer momentos de estudos e análise  das variedades dos falares e seus falantes  na ação educativa. 

INTRODUÇÃO
A maneira de pensar a educação  considera  que  alfabetizar é ensinar a ler, sendo que a palavra alfabetizar advêm de alfabeto, e essa palavra aparentemente insonte contém uma teoria de como se aprende a ler, assim esquecem-se que do principal que o educando traz quando chega a escola que é a língua materna e um vocabulário rico e perfeitamente compreensível por ele e por seus iguais.
 Diante de tantas concepções, abordagens para pensar a educação, sobrevivem os sistemas que preservam a reprodução das desigualdades e a difusão de idéias que legitimam a opressão e a subserviência do tradicionalismo comportamentalista, porém também pode parir a pregação da liberdade, da justiça social, dos direitos humanos e da construção da cidadania.
O educando aprende a lê  quando fica fascinado com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a ‘’estória’’. Ademais, é bastante comum, em nossa sociedade, encontrarmos pessoas que, mesmo tendo sido alfabetizadas, não desenvolveram uma prática de leitura efetiva.
Um importante aspecto a considerar quanto a fundamentação da leitura e da escrita na aprendizagem é que os educando  são diferentes, apresentam características individuais para estruturar seu pensamento e não podem ser ensinados, sem que adquiriam a habilidade de compreensão escolar, que é diferente de sua realidade.
A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém  lê e o ouvinte  escuta com prazer  as delícias da leitura ouvida, ele se volta para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Desejando  decifrá-los, compreendê-los;  Porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro como as imagens insinuam; Assim  o ouvinte  deseja autonomia para ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está lendo.
De igual  modo quando o educando é autor do assunto escutado, as palavras ganham um sentido e uma sonoridade que é capaz de despertar a autonomia e o desejo de grafar as janelas imaginárias de suas ideias por longos momentos e cabe ao educador ser este ser habilitado para  cavoucar este despertar.
Muitas crianças avançam para as séries seguintes sem  conseguir decodificar com entendimento o que elas mesmas escreveram. Em muitos casos   estes estudantes pularam etapas da alfabetização,  seja pelo fato de os profissionais que as acompanham considerarem que os mesmos terão a oportunidade de alcançar esta habilidades  nos anos subsequentes o que pode ocorrer ou não ou, por terem necessidades educacionais especiais.
Chegando a fase adulta  os educando também  requerem  e necessitam de ações alfabetizadoras  por não estarem letradas. Existe uma incompatibilidade total entre a experiência prazerosa de leitura e a experiência de ler a fim de responder questionários de interpretação e compreensão, o que faz da interpretação um vilão  em concursos e vestibulares .
Desta forma a literatura que é algo tão  intenso e possuidor torna-se um mero embaralhado de letras que impacienta tanto quem o lê quanto quem o escuta. Onde se encontra o prazer do texto? Onde se encontra o seu poder de seduzir? Como mostrar para nossos alunos que literatura é fascinante? Como estimular os futuros  leitores quebrando a barreira e mostrando  que redação não  é um ‘’bicho de   sete cabeças ‘’?
Segundo MAGALHÃES (1984,P.21) ‘’o ler tornou-se em um instrumento de ilustração e sinal de civilidade’’; - O que FOUCAULT vai afirmar firmemente ser a forma como  se  ’’ decifra a história das ideias’’.
Para BORDINI  em a Literatura ( 1993,p.13) ‘’ se todos os livros favorecem a descoberta  de sentidos, são os textos literários que o fazem de modo mais abrangente’’.
Buscando lograr uma opção mais ampla sugiro a literatura de cordel como  veículo atual, intenso e ímpar para fomentar no jovem moderno, que possui informações modificadas constantemente  no agora a curiosidade e a capacidade de desenvolver-se como leitor hábil, culto e um valorizador da cultura baiana. Considerando que esta forma de literatura aproxima-se mais da regionalidade cultural que nos cerca por ser elaborada na  simplicidade subjetiva do próprio autor.

OBJETIVO GERAL
·        Promover a valorização da diversidade lingüística  através da Literatura de Cordel,  possibilitando aos educando a ampliação de seus conhecimentos, saberes e fazeres sobre o processo formativo dos falantes, nos usos e atribuições de suas falas;


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
·      Apresentar aos jovens educando o cordel como uma forma de literatura popular;.
·         Narrar situações do cotidiano ou do imaginário popular com uma linguagem e vocabulário simples, utilizando rimas rítmicas.
·         Brincar com a palavra centrada no fazer artístico, apreciação da obra de arte e reflexão.
·         Apreciar e usar  a estrofação quadra, sextilha, setilha e décima.

Projeto proposto em perspectiva positivista, fenomenológica e crítica dialética. Utilizando o método de abordagem tanto qualitativo quanto quantitativo, com os objetivos exploratórios, descritivo e explicativo, baseados nos procedimentos de estudo de caso e pesquisa de ação que serão conceituados e  justificados a luz da investigação específica.
Será realizada uma pesquisa de campo em classes do 4º ano do ciclo, buscando amostras intencionais através de questionários, entrevista e observação  com relatório contendo analise de dados, tabelas, gráficos, e ou analise de conteúdo.
O cordel remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos  populares e orais,  mantém-se até nossos dias como  uma forma literária popular no Brasil que é genuinamente nordentina e seu  nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal.
É feita com histórias emblemáticas ou cômicas, partindo sempre do imaginário popular, fator que estimula a leitura e a  escrita, tendo como grandes temas as lendas, cangaço, futebol, crendices, política, romance e fatos cotidianos em pelejas, desafios ou o próprio nome em acrósticos.
Segundo João Firmino Cabral   sua ‘’maior inspiração é a natureza’’. Não necessitando de  muitos artefatos para produzir mais de 50 anos de histórias fantásticas.
Outro ícone da literatura de cordel Patativa do Assaré  que esta sendo estudado em Sorbonne por ser um poeta genial, ele afirmava que ‘’para ser poeta não era preciso ser professor, bastava no mês de maio, recolher  um poema em cada flor brotada nas árvores do seu sertão’’.

Para Sigmund Freud, ‘’ a criação de fantasias é uma parcela da atividade psíquica que se mantém, independentemente do princípio da realidade, e é submetida unicamente ao princípio do prazer’’.
Entre os principais cultores do gênero baiano cito Rodolfo Coelho Cavalcanti, Pilligra, Minelvino Silva, Franklin Maxado, Paraíba da Viola, Antônio Barreto,  Gilton Thomaz, Poeta, Marcimedes, Galvão...







IMPLICAÇÕES ÉTICAS
O trabalho será desenvolvido por meio oficinas, aulas expositivas e  lúdica participativa.