domingo, 12 de agosto de 2012

Lenda do Boto Cor de Rosa

Na Amazônia dizem,  que os botos do rio Amazonas são seres encantados, que em noites de lua cheia,  fazem charme para as moças que vivem em vilas e cidades à beira-rio.
Eles saem das águas á luz do luar, buscando belas mulheres para namorar e terem seus filhos!
No início da noite quando a luz clareia o céu, o boto se transforma em um belo homem,  sai das águas, muito bem vestido  sempre de chapéu, para esconder o buraco que todos os botos têm no alto da cabeça (o buraco serve para respirar o ar, já que os botos são mamíferos e têm pulmões, como nós).
 O rapaz-boto vai aos bailes, dança, bebe, conversa e conquista uma moça bonita.  Mas, antes do dia surgir ele entra de novo na água do rio e se transforma  em um mamífero das águas, deixando a moça grávida e apaixonada.


Se você vê um rapaz muito bonito, em noite de lua cheia e com um chapéu na cabeça que não tira por nada. Cuidado!!! Pode ser o boto cor de rosa, tentando ter seus filhinhos.
Sabia?
Que o boto verdadeiro  é um mamífero da ordem dos cetáceos.  Que  vivem exclusivamente em água doce, de rio. O que vive na América do Sul tem o corpo alongado, de dois a três metros de comprimento. Tem grandes nadadeiras peitorais e  cerca de  134 dentes . São cinzentos, mas clareiam com a idade e ficam cor-de-rosa!

Referência:
Lendas do folclore brasileiro.Disponível em < http://lendasdobrasil.blogspot.com.br/2010/10/lenda-do-boto-cor-de-rosa.html > Acesso em 06 de agosto de 2012.
¹ Imagem retirada da internet: O boto cor de rosa: Disponível em
³ Imagem retirada da internet: O boto cor de rosa: Disponível em                  <http://www.google.com.br/imgres?q=boto+cor+de+rosa&hl=pt-BR&sa=X&biw=880&bih=506&tbm=isch&prmd=imvns&tbnid=OCQHzG0jiQXazM:&imgrefurl=http://173.203.31.59/Portal.Base/Web/VerContenido.aspx%3FID%3D207212&docid=2nm-nMpkwI9vDM&imgurl=http://173.203.31.59/UserFiles/P0001%25255CFile%25255CAnexo%2525202%252520-%252520A%252520lenda%252520do%252520Boto%252520cor%252520de%252520rosa.png&w=500&h=336&ei=SzgoUMmkI4bL6wGPv4HIDQ&zoom=>

 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O trenzinho Mariana
Mariana era um trenzinho  muito   medroso;

Todos os dias Mariana olhava a ladeira  e não tentava subir, por que tinha medo de cair.
Suas amigas Locomotivas subiam a ladeira cantando
- ‘’ o trenzinho desceu a serra, foi para lá na estação. Bebeu água, lavou a cara, encheu a barriga de carvão, piuí, piuí.’’
....

O trenzinho ficava pensando: -‘’ um dia crio coragem e subo essa ladeira’’!
Naquele dia quente de verão, fazia um imenso calor e Mariana precisava encher a barriga de carvão e beber água.
Então ela olhou em direção a ladeira e tentou subir dizendo:
-‘’ Eu com.... si...... goooooooooo; - e não consegiu!
Mais ela tentou outra vez:
- Eu  com... si...   goo!!!! – E ela não consegiu!!
Na terceira vez, Mariana pensou que ela era forte, grande e confiava em Deus e se lembrou que quem confia em Deus pode todas as coisas.
O trenzinho se encheu de coragem e deu um belo grito dizendo:
-‘’ Eu vou conseguirrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!!!!! Vrummmmmmmm!!!!
 ...
E subiu a  ladeira,  depois a serra e nunca mais teve medo de nada;
Moral da história: ‘’ – Quem confia em Deus vence tudo’’!

 

domingo, 3 de junho de 2012

Visões comuns sobre o conhecimento cientifico

Com  base na imagem as visões equivocadas sobre o conhecimento cientifico apresentam que só pode ser considerado cientista quem for extremamente esperto, um gênio, que possui um QI superior aos demais meros mortais. Mostra também que um ser individualista, solitário e muito envolvido com seu trabalho ao ponto de não ter tempo se quer para pentear os cabelos. Uma visão problemática, descontextualizada, rígida e  infalível.  Acredito que o conhecimento cientifico é algo que pode ser reformulado e melhorado pois há muitas questões que requererem respostas, como por exemplo por que se as abelhas desaparecerem o mundo acabará? Com base em que se afirma tão veementemente isso? Necessito de  uma explicação convincente pois a antiga resposta já não mim satisfaz.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cordel: Morreu Seu Fiado;

Não pensei que um dia
 Isso fosse acontecer
Não esperava que
 Seu Fiado iria morrer

 Foi um dia
Por acaso
Que a alegria  me  faltou
 Morreu então Fiado
E a agonia me alcançou




A noticia recebi
De um senhor Leoné
Que por acaso conheci
Na venda do Cafona
Que noticiou
Sem ‘’embroma’’  
A morte como é !



Quando um aviso li...
E lá estava escrito
Pra quem quisesse lê
A  noticia era triste
Mas vou conta a você:

A placa estava a dizer:
- ‘’Acaba de falecer
Neste estabelecimento
Seu “fiado”’
Comunicativo e cheio de talento
Deixou viúva dona conta Camargo’’!


Desesperaram-se seus dois filhos
Sr. Caloteiro e Seu  Velhaco Brito
Dispensaram as  flores e...
Lamentavam aos gritos;






Pediam para o enterro:
Tragam só o dinheiro!
 Em real, dólar ou talento
 O enterro será hoje,
 Na hora do pagamento
Ocorrerá aqui mesmo
 Neste estabelecimento







A choradeira não parava
O comprador insistia:
A conta foi aumentada
Como pode! Esta carestia! 
O fiado é como barba
Se o sujeito não cortar,
Cobre toda a cara.
E não tem prece que para!


Dona conta era alta e grande
Velhaco não estava feliz
Caloteiro elegante
Entoa assoante:
Um dia lhe pagarei seu Ramirez

Seu fiado foi honesto
Tinha a intenção de sanar
Mas sua família coitada
Não podia pagar




Se você tem uma vendinha
Bar ou mercearia
Cuidado com seu fiado...
Se o cliente não paga em dia
  este cordel a ele de cortesia;





Ouçam esse conselho meu
Lá na vendinha ele não vai mais
Porque faleceu.
Mas as más línguas afirmam
Que ele não morreu
Fiado é como casca de banana
Disse Zeca Abreu
Deixando  a banana sem nada
Você entendeu?





Vendi   a fiado
 E fiquei  totalmente pelado
Então aprendi um jeito
Já avisei as irmãs:
Fiado aqui é aceito
Porém só amanhã!
Após com padre preto conversar
 E  o juiz  de São Nunca  autorizar.
















Fiado mudou de nome
Agora é cartão ou  carnê
Velhaco e Caloteiro
Aprenderam a lição
Com o  cadastro no SPC
Entraram no sistema de proteção
Lá tem nome com todo o ABC

Jucci  Pinheiro

Cordel e Jucci ?

Apresentação
Na tentativa de descondicionar o leitor do pressuposto que escrita se faz tão somente com idéias, Jucci  trabalha a palavra como matéria prima da escrita a partir de contos lúdicos e muito criativo envolvendo o cotidiano na literatura de cordel, que é uma extraordinária forma de ler e ouvir, recitar e criar, superando a barreira da maniqueísta  dicotomia popular X erudito. O cordel trata de narrativas envolvendo situações do cotidiano ou do imaginário popular com uma linguagem e vocabulários simples, sempre seguidos de pés rítmicos que atraí jovens e demais, numa atração  vibrante e prazerosa.  Notadamente é possível identificar versos no estilo do Dadaísmo, com sequências em estrofação de   sextilha, septilha, quadra, décima.
Prefácio
A literatura de Cordel já existia desde os povos greco-romanos, fenícios, cartagineses, saxões e outros, tendo chegado á Península Ibérica em Portugal, por volta  do século XVI.Oriundo de Portugal, a literatura chegou ao Brasil com os colonizadores, instalando-se na Bahia e mais precisamente em Salvador. Dali se irradiou para os demais estado  nordestinos.    A literatura de cordel é feita do imaginário popular com histórias emblemáticas e muitas vezes cômicas, partindo quase sempre da imaginação que é um fator afrodisíaco / estimulante e estimula a leitura e a escrita, sendo que os principais  temas são lendas, contos, cangaço, futebol, romances e acima de tudo a vida da gente.
A autora
A autora através da Literatura de Cordel mostra que é possível ensinar tudo a todos bastando apenas um jeito novo de olhar para o  que vemos.O que diferencia a escrita de Jucci das demais é que a maioria dos jovens de sua geração teriam desistido   se tivessem suportado as mordaças intelectuais, injustiças que ela saboreou, porém crê que idéias são a'' prova de bala'' e vê beleza onde outros veriam monstros.  A sua escrita nos instiga na capacidade de superação, nos levando a esquecer infortúnios e dilemas inesquecíveis
Agradecimentos
‘’Agradeço a Deus que me empresta diariamente o ar que respiro o coração que ama e pulsa, o  solo que caminho e dá alimentos, que suporta meus momentos de inferioridade e renova minha fé. Agradeço a minha mãe por ser este exemplo diário de porto seguro.
Agradeço a você que sonha comigo, porque viver é um evento inexplicável, mesmo quando sofremos nos angustiamos    e perdemos  a esperança, por que somos complexos e indecifráveis, sabemos até lidar com o sofrimento no outro, mais a nossa dor é a maior que existe.  Obrigado por sonhar comigo o sonho de um mundo mais tranqüilo

CORDEL: O causo do Bairro Santa Rita

O causo do bairro de Santa Rita




Mulher, senhor e senhora
Conto lhes agora
Um causo de formosas
Negras lindas fogosas
Que fizeram um bairro
Para a Santa Rita
Na cidade de Amargosa





No ano de 1905 chegou
A vila de Santa Terezinha
Dona Nina a então vovó
 Da jeitosa  negra menininha
Pois ouvi da própria Norata
Que não era barata e da
Linda  e fogosa Zamerilda
Como o bairro ganhou vida
















































Em 1946, ambas com 15 anos
Atraíam viajantes e seus  planos
Vindos dos quatro cantos
De um  mundo nordestino
Para ver as  cabos- verde
E  perde o destino






Ganhavam muitos presentes
Mais nada grande de valia
Comparado ao inocente prazer
De morar na minguara da alegria







Olho de cor  azul,
Cabelo negro como a noite
Cintura fina de agulha
Pele negra que cintilava
Boca carnuda que encantava
Seios pontudos
Que se mostravam
Sempre firmes e duros
Andar rebolante que não negava
Sua essência elegante




E um jeito meigo
Da inocência doce provocante
Não havia ruas nem  sinal
Apenas aquele delicioso matagal
Onde ficavam as duas casas
A da big Zamerilda
E da  fogosa Norata




















































Ambas negras lindas
Com imenso bumbum
De formosura estrema
E beleza incomum
Comiam pita doída e davam em qualquer um;







Vindas da  atual Cachoeira
Chegaram na   fonte da Minguara,
Bem ali  na beira
Lá nas proximidades de Ordaque
Em meio a mata fechada
Pois o Santa Rita
Não era bairro não era nada



O senhor Geu fazendeiro matuto
Por Norata se apaixonou
Sabia que ela era do povo
Mais isso ele nem ligou
Para Norata  sua amada
Uma casa de encontros furtivos
Logo mobilhada ele criou







 Outras amigas vieram aconchegar
 No ninho de amor
Em pouco tempo
Começou a chegar
Amigas desconhecidas
De todo lugar
Os casados só para disfarçar
Colocavam as  santinhas esposas
Para adorar a santa na igrejinha
Lá a santinha no altar;
















































Enquanto eles curtiam e visitavam
E com as danadinhas fartavam
Amiguinhas belas  de Norata
As famílias se aproximavam
Da casa mais visitada

Aos poucos se aproximavam
Da já apelidada casa do céu
Que para as esposas,
Era um inferno,
Era o brega  de Geu






Assim quando o galo cantava;
Quem era casada se trancava
E as rameiras quase nuas
Nas ruas se mostrava, rebolava.



Ao redor da casa do céu
Muitas famílias se formaram
Não cessavam os comentários
     O vai-vem  noite a dentro, adentravam

Mais os freqüentadores
Desta casa da alegria
Moravam no centro
Longe da folia





Tinha um Geraldo  nada santo
Um Almiro muito irado
Um Zizi da castanha
Um louro que não era pássaro
Um Zecão  de meio metro
Tinha até um Natan do sul
Que tocava no Marco Zero



















































E o convite se espalhava
Diziam: vamos as amargosas!
O povo em felicidade gritava
Lá naquelas casas de  palha,
 Onde a gente se espalha
E o tempo não passa;







Mais os casados diziam
Para suas esposas aflitas:
-‘’Vou lá apenas para beber
Água doce da bica’’;

 Para parar a briga
Ainda confessavam muito sério:
Sou devoto fiel de Santa Rita!
Tenho parentes no cemitério...


E assim   quimera por atropelo foi Como surgiu o chapéu de boi
Para encontrar uma rapariga
Levavam o  rádio de curtiça
Para escutar Valera
E fazer pilera
Da cara da mulher de tabela






No mutirão aumentaram o cemitério
Ruas surgiram no entorno
Da casa do inferno
Fizeram até uma escola
Na rua do prédio
Muitos mercadinhos e vendas
Com o que  comprar e vender
Mais o principal produto
Já disse a você...


















































Hoje a casa do céu virou tédio
Seu Geu  ficou sério
Seus filhos tímidos
Não herdaram o talento
Estariam riquíssimos no seguimento
Norata cansou de chateamento
Fugiu com o coveiro
Montada num pequeno jumento.






Meu  abraço vou deixando
Com alegria no coração
Cuidado com sua companhia
Se tiver muita devoção
Encontros vibrantes e  furtivos
Não precisam mais de local
Motivo,  hora ou razão
Pode estar ocorrendo agora
Enquanto você mim dá atenção.
 Jucci Pinheiro